segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Geleia Geral - 7ª Edição - Banquete Antropofágico

 


Geleia Geral - 7ª Edição - Banquete Antropofágico

16 de dezembro - 19h - Santa Paciência - Casa Criativa - Rua Barão de Miracema, 81 - Campos ex-dos Goytacazes-RJ

No Banquete Antropofágico vamos devorar 2022 - 100 Anos Depois - um por um de cada vez para uma boa digestão em 2023.

 

juntei meu goytacá

teu guarani

tupi or not tupi

não foi a língua que ouvi

em tua boca caiçara

meu coração Marçal Tupã

sangra tupi & rock anda roll

meu sangue tupiniquim

em corpo tupinambá

samba jogo maculelê

maracatu boi bumbá

a veia de curumim

é coca cola & guaraná

 

Artur Gomes

Pátria A(r)mada

Desconcertos Editora - 2022

leia mais no blog https://arturgumesfulinaima.blogspot.com/




libertinagem

 

tudo entre nós é fresta

antes depois da festa

que ainda nem começou

 

inútil explicar o poema

o Dedo de Deus

estrela do mar

serra da Mantiqueira


inútil tentar entender a beleza

do azul/marinho da Portela

 o verde/rosa da Mangueira


inútil querer saber de mim

se FlorBela ainda vive

no outro lado da janela

ou nos Retalhos Imortais do SerAfim

se foi Cândido Portinari

quem pintou as portas de entrada da favela

ou se foi Rúbia Querubim

 

Artur Gomes

https://fulinaimicamente.blogspot.com/




Artur Gomes

Fulinaíma MultiProjetos

fulinaima@gmail.com

22 – 99815-1268 – whatsapp 

domingo, 27 de novembro de 2022

Geleia Geral - Banquete Antropofágico



fotos: Letícia Rocha - Geleia Geral - 3ª Edição agosto - 2022

Geleia Geral – 7ª Edição – Banquete Antropofágico

 Goytacá Boy

poema do livro Juras Secretas

Editora Penalux – 2018 – musicado e gravado por Naiman no CD fulinaíma sax blues poesia (2002)


ando por são Paulo meio Araraquara
a pele índia do meu corpo
concha de sangue em tua veia
sangrada ao sol na carne clara

juntei meu goytacá teu guarani
tupy or not tupy
não foi a língua que ouvi
em tua boca caiçara

para falar para lamber para lembrar
da sua língua arco íris litoral
como colar de uiara
é que eu choro como a chuva curuminha

mineral da mais profunda
lágrima que mãe chorara

para roçar para provar para tocar
na sua pele urucun de carne e osso
a minha língua tara
sonha cumer do teu almoço
e ainda como um doido curuminha
a lamber o chão que restou da Guanabara

 

Rúbia Querubim assim como Oswald de Andrade é a mulher que Nada Sabia de Mim desde os tempos dos Retalhos Imortais do SerAfim

 

CARNE Proibida

 

o peço atual

proíbes que me comas

mas pra ti estou de graça

pra ti não tenho preço

slu eu quem me ofereço

a ti: músculo & osso

leva0-me à boca

e completa o teu almoço

 

Artur Gomes

https://suorecio.blogspot.com/

 

Jura Secreta – revisitada

não fosse essa jura secreta
mesmo se fosse e eu não falasse
com esse punhal de prata
carne de sol – na lata
teu suor entre meus dedos
o sal sob o teu vestido
o sangue no fluxo sagrado
sem nenhum segredo


esse relógio apontado pra lua
teu corpo em pelo – Nu – a carne crua
não fosse essa jura secreta
mesmo se fosse eu não dissesse
essa ostra no mar das tuas pernas

não seria justo
como um conto do Marquês de Sade
no silêncio logo depois do susto

 

Artur Gomes

Juras Secretas – O Poeta Enquanto Coisa

https://secretasjuras.blogspot.com/

leia mais em https://ruidomanifesto.org/sete-poemas-de-artur-gomes/

 

o curral das merdavilhas

 

o brasil já foi ilha de vera cruz

e nunca foi ilha

já foi terra de santa cruz

e nunca foi santa

hoje ninguém mais se espanta

com o volume das trapaças

no curral das merdavilhas

 

Artur Gomes

Pátria A(r )mada – 2ª Edição

Desconcertos Editora-SP – 2022

https://arturgumesfulinaima.blogspot.com/

leia mais em https://www.germinaliteratura.com.br/2021/naberlinda_arturgomes_dez21.htm


fotos: Letícia Rocha  - Geleia Geral - 3ª Edição - agosto 2022

Geleia Geral – Revirando A Tropicália  é fruto das minhas andanças poéticas por este grande SerTão Macunaímico que um dia deságua nas profundezas da  antropofagia Oswaldianas, das minhas leituras, releituras, referências.

Quando em 2020 comecei a pensar quem neste 2022 estaria sendo comemorado o centenário Semana de Arte Moderna de 1922, achei que era o momento ideal para trazer para o palco da Santa Paciência – Casa Criativa, uma grande roda que girasse em torno da música, teatro, poesia, cinema, literatura, artes plásticas e artes visuais, o grande legado da Semana de 22 – a ruptura – proposta por Oswald com o Manifesto Antropofágicio de 1928  e Macunaíma Mário de Andrade, também de 1928.


fotos: Welliton Rangel - Geleia Geral 1ª Edição - junho 2022

E chegamos a 7ª Edição da Geleia Geral – com a ideia da realização de um Banquete Antropofágico, que gire numa grande Roda – de conversa,  de música, de teatro, de poesia, e de leituras outras. Numa reflexão e homenagem a nossa grande Mãe Terra. E ao mesmo tempo um olhar aguçado e instigante sobre esse nosso Brasil pós golpe de 2016 até esses nosso obscuros Templos atuais.

fotos: Patrícia Bueno - Geleia Geral - 2ª Edição - julho 2022

Artur Gomes

Fulinaíma MultiProjetos

fulinaima@gmail.com

22 – 99815-1268 – whatsapp

 

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Itabapoana Pedra Pássaro Poema

 



Tributo a Gal - Geleia Geral - Revirando A Tropicália

25 novembro - 2022 - 19h - Santa Paciência - Casa Criativa -  Rua Barão de Miracema, 81 - Campos ex-dos Goytacazes-RJ 

 

a primeira vez que te vi

foi nas Dunas do Barato

na praia de Ipanema

não era cena de cinema

era verão de 1972

depois então te ouvi cantar no Canecão

Vapor Barato Mal Secreto

poemas de Wally Salomão

musicados por Jards Macalé

me fez sentir inteira a vida

como se tua vida fosse minha

minha Deusa minha Rainha

ninguém cantou como você Baby

Pérola Negra Hotel das Estrelas Dê Um Rolê

sabe como é pássaro elétrico

vive a vida por um fio

isso acontece e acontece que sem você

meu coração ficou frio

 

Artur Gomes

https://fulinaimargem.blogspot.com/


 

esfinge agora perto

 

porto alegre cais do porto

ela me veio assim

em um dia meio torto

uma sexta feira de quase

acalmar os meus instintos

meus teatros absurdos

querendo conhecer Rúbia Querubim

meus Retalhos Imortais do SerAfim

mal sabe ela - esfinge agora perto

é que me instiga o ponto certo

para tirar leite das pedras

nos seios desse deserto


 

Algaravia

 

eu sou o vento

que remove teus cabelos

e repousa em tua face

 

a outra face do que sente

mas não vê

a palavra que um dia

escreverá - algaravia

na películas da memória

na ficção que entender

 

come poesia menina

come poesia

pois não há mais metafísica no mundo

do que comer poesia

 

Federico Baudelaire

https://fulinaimagemfreudelerico.blogspot.com



A Rosa do Povo

para Drummond, Darcy Ribeiro e Oscar Niemayer in Memória

 

a rosa de Hiroshima ainda fala

a rosa de Hiroshima ainda cala

Frida e seus cabelos de aço

Picasso pintou Guernica

e quando os generais de Franco

lhe perguntaram:

- foi você quem fez isso:?

ele prontamente respondeu

- não, foram vocês que fizeram.

 

Cartola um dia me disse

que as rosas não falam

simplesmente as rosas exalam

o perfume que roubam de ti

 

Agora trago a Rosa do Povo

para os dias de hoje nesse Templo escuro

quem poderá viver nesse presente?

quem poderá prever nosso futuro?

nem Zeus nem o diabo que os carregue

eu quero um reggae um arte lata

a vida é muito cara nada barata

eu sou Drummundo Curumin - no fundo

Tupã Rebelde não pede arrego

poesia é pra tirar o teu conforto

poesia é pra bagunçar o teu sossego

 

Artur Gomes

leia mais no blog https://fulinaimargem.blogspot.com/

 

Ainda Estamos Aqui

poema a(r)mado   todo os dias capino a esperança escavando outras palavras no chão desse quintal   e quando escrevo com enxada              ...